quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Direito ao exercício do amor...


Hoje, em meio a discussões cotidianas, deparamo-nos com um questionamento.
Ilustro com o exemplo: um casal de presos, ele e ela.
O pedido: que ela pudesse visitá-lo (as razões contavam uma linda história de amor).
A lei: direitos humanos (genericamente falando), para os quem os defendem.
Elenco (eu), agora, o prazer como um destes tantos direitos, sempre defendidos, ferrenhamente, por nós.
A instituição: visitas somente se forem de reputação ilibada (sem antecedentes, melhor dizendo e genericamente falando, pois tudo fica a critério do que se chama interesse Público)...
E agora?
Pensamos que não seria nada mal a criação de nova frase entre aquelas que o padre pergunta quando eles estão no altar: "...na saúde e na doença, na alegria e na tristeza"... hoje criamos outra - essencial e de necessária adaptação ao texto católico, eu diria, em se tratando de nós brasileiros - "...na liberdade e no cárcere..."
Mas, de lado o lirismo, acho a vida tão difícil às vezes, muito embora minha noção disso seja bem amena. E pensando neste problema de hoje, imagino o quanto a vida pode ser realmente difícil...
Imagina, para esses dois!!!... o amor barrado pelo sistema...
Injusto...
Facultem-lhes, pelo menos, o exercício do amor...
O desejo de estarem juntos...
na liberdade e no cárcere...

"Será que, à medida que você vai vivendo, andando, viajando, vai ficando cada vez mais estrangeiro? Deve haver um porto."

(Caio F. Abreu)






"A angústia é a fala entupida."


A.C.Cesar

Um navio no espaço

ou Ana Cristina Cesar...
O POA em cena deste ano trouxe Paulo José e sua filha Ana Kutner contando a história da poetisa A.C.Cesar, da geração do mimiógrafo, dos poetas malditos, de Caio F. Abreu e tantos outros jovens poetas que retrataram nas obras suas vidas tristes e nostálgicas. Permeada por sonhos e realidade - em poesia -, a peça mostra a trajetória da vida curta de Ana. Muito bem apresentado - Paulo José é um garoto em cena -, o espetáculo cutucou sentimentos que normalmente gostamos de deixar escondidinhos... medrosos, tristes, melancólicos.
Saí do teatro com náusea, estômago embrulhando, perplexa, impactada.
É fantástica a força que o teatro exerce sobre as sensações. Uma cena e pronto! Basta para mudar o que sentimos e fazer-nos penetrar na atmosfera da história (ou estória, como queiram) que está sendo contada, identificando sentimentos e deixando refletir no corpo as sensações de estar ali.
E foi assim que permaneci uma hora e meia ... vendo, ouvido e sentindo a vida e obra de Ana Cristina Cesar.
"Nauseadamente" impactada.

sábado, 11 de setembro de 2010


Dificil ou fácil, amar é no mínimo, complicado, mesmo fácil, mesmo difícil...
Muitas vezes, quem sabe que ama, não sabe que ama...e, muitas outras, quem ama, não acredita que ama...e muitas coisas acontecem com quem pensa que ama, com quem ama ou com quem acha que ama...
Nada fácil enquadrar-se nessa "coisa" que chama amor...muito embora a necessidade de existir nos exiga tal enquadramento...a mim pelo menos...
Não me enquadro...
O amor, o simples amor, confunde-se, muitas vezes, com amizade, com desejo e mais ainda, confunde-se com o prazer... e aí temos vários prazeres (nem todos sabem disso), porque facilmente o prazer (pecado católico) entra na seara do amor... engano...
Acho que insistimos que o ápice do prazer deve ser o amor... e, a par disso, todos os outros prazeres decorrentes, as vezes, de uma singela sensação, são pouco.
Queria dar mais valor ao menos...
Sentir o prazer de existir, pura e simplesmente...

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Comemorar aniversário, para mim, dá gosto...
Afinal, é a data em que você nasceu!!! Se não fosse ela, você não estaria aqui!
Deve ser um dia de alegria e bem comemorado.
Digo, com qualidade... fazer somente coisas que agradam o aniversariante...
Nada mais que isso...
Sem grandes compromissos a não ser com o bem estar e com a celebração.
Nada de sensações agonizantes, como por exemplo, a idade que se está comemorando... é detalhe...o bom mesmo é estar com quem se gosta e divertir-se.
É seu dia! Aproveite-o bem...
Certamente será um dia feliz.
Penso num presente que gostaria...simples...queria um bolo e que na hora do parabéns, você saísse de dentro dele...rsrsrs...
Devaneios... mas no aniversário, pode!
O aniversariante tem o direito de querer o que bem entender...inclusive querer sonhar.
Então, feliz aniversário para mim.
Desejo que meu dia seja ótimo e, se não for pedir muito, saia do bolo, por favor???

quarta-feira, 8 de setembro de 2010



Agora vou para a cama... querendo muito que você estivesse nela.