Mostrando postagens com marcador diálogos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador diálogos. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

E quando o diágolo insiste em ser presente...
O monólogo insiste em ser o chato...
O diáologo não quer silêncio... quer palavras... quer discussão... quer bate-rebate... quer assuntar... quer falar... quer existir...
O monólogo prefere a reclusão, o calar, o quieto, o íntimo, o não-ser-visto...
E é nessa peleia entre dizer e calar que me encontro...
Opto, pelo silêncio, afinal e ao final, quem nada diz, não provoca, não instiga...


Deixa tudo como está...

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Ela: - Sei que se hoje virarmos as costas um para o outro e seguirmos cada um o seu rumo, vai ficar tudo entendido...
Sei que não preciso dizer-te nada, que também vai ficar tudo entendido...
Sei que nossa história extraiu de nós nossas maiores verdades, nossos maiores desejos, admirações e vontades...
Está tudo entendido...
 
Ele: - Quando precisei que estivesses perto e cuidasse de mim, fizeste... quando precisaste que eu cuidasse de ti, isso fiz, o que também fiz quando pediste para eu me afastar...
Então, tudo certo, baby, me afastarei de novo ...
 

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Ele: - Não sei se o filme era ruim, talvez por ter perdido o início olhando para a porta do cinema esperando tua chegada...
Não sei se o filme era ruim, talvez por não ser ele meu interesse (e, muito menos, meu desejo)...não sei se o filme era ruim ou se era bom
Não sei nada do filme... só sei que fiquei te esperando.



Ela: - E eu, não sei o que dizer... se me desculpo, se digo "eu avisei", se digo que me arrependi, se digo que tenho saudade, se digo que ainda te amo, se digo que não sei viver sem "isso que temos"...
Enfim, não sei nada do filme, mas sei da tua espera e da minha vontade trancada e retida...
sei que queria estar lá contigo...

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

E hoje, ela acordou subitamente tomada por uma saudade quente...

Pensou, assim que abriu os olhos: o que mata essa saudade?

Um banho gelado?

De repente - e agora já de olhos bem abertos - pode ver seu semblante desenhado entre as nuvens visíveis daquela pequena janela do banheiro...

ali bem diante de seus olhos, ainda molhados da água fria que jogara no rosto na tentativa de matar a saudade.

Pensou novamente: o que mata essa saudade?

O toque ou a possibilidade dele?

A distância ou a possibilidade da proximidade?

E assim começou seu dia...

saudoso, quente e ansioso por respostas.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

...

E tamanha foi sua surpresa ao vê-la, em meio aqueles tantos retratos expostos, que os olhos dele tremeram e foi possível perceber seu coração batendo nas têmporas.

A sempre invisível presença dela, naquele momento, tornou-se tão visível que tudo o que cercava aquela circunstância inusitada pareceu sumir.

E no ambiente restou somente os dois e os retratos pendurados por todos os lados...

Entre um olhar e outro, por entre às imagens que preenchiam o lugar, eles não trocaram uma só palavra, mas estabeleceram naquele canal estreito de comunicação um sublime diálogo regido pelos olhos e seus olhares.

Olhares, estes, que dispensavam palavras.

A partir daí, a surpresa tranformou-se em hábito. E com a zona de conforto estabelecida - ou reestabelecida -, as luzes que pareciam ter-se apagado, reacenderam. Estava tudo claro... e o diágolo silencioso continuava.

Os pensamentos foram fáceis.

O que passava com dele, ela já sabia, porque o acompanhara desde a sua chegada ... lera seus movimentos. E aquele sorriso maroto que faz pender a boca para o lado direito da face quando está feliz, misturou-se ao tremor dos olhos e ao coração pulsando forte. A invisível presença da moça, tornou-se surpreendentemente visível.

Ele gostou...

Ela também...

E suas vontades foram longe ...

E no ambiente silencioso dos olhos, deliciaram-se com suas adoráveis presenças...visíveis... bem visíveis!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012


Eis que você se dá conta de que tudo acabou
quando nos últimos parágrafos do diálogo
o tempo verbal usado por eles é o passado...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011



Ele: - Necessito de luz e encontro teus olhos...busco a alegria e me entregas teu sorriso... desejo uma melodia e tua voz ecoa nos meus ouvidos... preciso alimentar meus olhos e miro os desenhos do teu corpo."


Ela: - Uma saudade doce e a vontade de te achar de novo... rindo no meu riso, movendo-te ao meu som, alimentado-te nos meus olhos. Encontrando-te em mim e descobrindo o tenho de maior valor...o meu amor por ti.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

fim do começo ou começo do fim


Ele: - Bem, não sei se falo (e, então, teria de ser muito) ou se calo (e corro o risco de tu achares q estou indiferente), mas, em respeito à tua opção, farei desta a minha.
Um beijo.

Ela: - Meu amor, se falas ou se calas é opção tua. Como já falamos uma vez, tudo entre nós tem a obrigação de estar bem claro e assim opero contigo desde sempre.
Mas como sei que te preocupas comigo e queres me ver feliz, escrevo para dizer que estou bem. Acho que de todas as vezes que tentei me "desgarrar" de ti, essa está sendo a mais serena e por isso estou bem (triste, mas bem).
Espero que estejas bem também.
Um beijo e meu eterno amor.

Ele: - Como tu não há e nunca haverá ninguém. Este teu texto, que é tua cara, é também uma obra prima da literatura.
Te amo.